Dez 19 2017

Gestão do processamento dos resíduos no Faial sai da esfera municipal

A Câmara Municipal da Horta vai deixar de gerir o centro de processamento de resíduos da ilha, que passará a ser explorado por uma empresa privada.

Segundo o diretor regional do Ambiente, o executivo açoriano lançou um concurso público para a concessão do centro de processamento de resíduos, que foi ganho pela Resiaçores, uma empresa que gere atualmente os centros de processamentos de resíduos das ilhas Terceira, Pico, Flores, Corvo e Santa Maria.

“Esse procedimento já se encontra em fase de contratação e o contrato será submetido, em breve, a visto do Tribunal de Contas”, adiantou Hernani Jorge, indicando que o concurso terá um prazo de cinco anos e um valor base de 2,4 milhões de euros.

O centro de processamento de resíduos do Faial foi inaugurado em fevereiro de 2015 e começou a ser explorado pela Câmara da Horta, que já na altura era o único município açoriano que geria uma estrutura daquele género.

O processo não foi, no entanto, pacífico e deu mesmo origem a queixas sobre a alegada falta de condições de higiene e de trabalho para os funcionários que desempenhavam funções naquela estrutura, situada na Fajã da Praia do Norte.

José Leonardo Silva, presidente da autarquia, admitiu, em declarações aos jornalistas, ter apresentado uma proposta de valor superior para que o município pudesse continuar a explorar o centro de processamento de resíduos, mas espera agora que a empresa privada proceda a melhorias no serviço.

“A Câmara também concorreu, fez as suas contas, achou que o valor devia ser superior e, portanto, vamos agora trabalhar em conjunto para que o centro de processamento de resíduos funcione, implementando alguma melhoria, que a nível empresarial poderá ser feita no sentido de valorizar os nossos resíduos”, destacou o autarca.

O centro de processamento de resíduos do Faial dispõe de um ecocentro, onde são depositados seletivamente os resíduos recolhidos na ilha e triados os resíduos valorizáveis, um centro de valorização orgânica por compostagem e uma estação de transferência, com vista ao encaminhamento dos resíduos não recicláveis para valorização energética ou eliminação.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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