Floricultura: em 5 anos diminuiu número de explorações mas aumentou a área de produção

Segundo os dados do Inquérito à Floricultura e Plantas Ornamentais 2017, existiam na Região Autónoma dos Açores 86 explorações com culturas florícolas, que ocupavam uma área base de 93 ha. Relativamente a 2012, ocorreu uma ligeira diminuição do número de explorações, mas um aumento da área.

No relatório publicado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), que tem como período de referência setembro de 2016 a agosto de 2017 — exceto para as variáveis relacionadas com a evolução da produção comercializada, que tem como referência os anos civis de 2015 e 2016 — regista-se que ocorreu um aumento nas superfícies de flores de corte e de plantas ornamentais, apenas se verificando diminuição nas superfícies de folhagens de corte e complementos de flor.

Próteas continuam a ocupar a maior parte da área de floricultura

A prótea é a flor de corte mais representativa na Região, ocupando 73% da superfície produtiva das flores de corte. Seguem-se a hortênsia e o leucospermum, ocupando respetivamente 14% e 3% da área de produção.

Nas folhagens de corte e complementos de flor, a diversidade das espécies é evidente, sendo o feto, o ruscus e a camélia, as mais representativas. Observa-se uma diversidade ainda maior nas plantas ornamentais, sendo a mais representativa a petúnia seguida da pelargonia (vulgarmente conhecida por sardinheira) e da euphorbia.

Quase metade das explorações utiliza apenas mão de obra familiar

A utilização de mão de obra familiar nas explorações florícolas é significativa, sendo que 47,7% das explorações utiliza exclusivamente mão de obra familiar. Contudo, nas explorações que recorrem apenas à mão de obra familiar, 72% dos indivíduos ocupa menos de 50% do seu tempo na actividade afeta à floricultura. Pelo contrário, na mão de obra não familiar, 36% são trabalhadores a tempo inteiro.

As mulheres representam 29,8% da mão de obra agrícola familiar e 14,9% da mão de obra agrícola não familiar. As explorações recorreram durante o ano a 1581 dias de trabalho de mão de obra eventual.

Grande parte da produção é exportada

A exportação tem uma grande importância para o setor, sendo a principal forma de escoamento das flores de corte.

Quanto às folhagens e complementos de flor e às plantas ornamentais, predomina a venda direta ao consumidor, sendo também significativa a venda ao setor da distribuição.

Em 2016, comparativamente a 2015, as vendas aumentaram para 25,5% dos produtores de flores de corte e mantiveram-se constantes para 29,4%. Isto é, perto de 55% dos produtores afirmaram que mantiveram ou aumentaram as vendas.

Por outro lado, 45,1% dos produtores de flores de corte afirmaram ter reduzido as vendas em 2016, embora, para grande parte dos produtores, essa redução não tenha sido muito acentuada, dado que para os produtores que responderam ter diminuído as vendas, 43,5% apresentou um decréscimo no intervalo “inferior a 25%”.

Quanto às folhagens e complementos de flor mais de metade dos produtores (52,6%) referir que as vendas em 2016 tinham sido sensivelmente idênticas a 2015. Contudo, foram mais os produtores que responderam ter tido aumento de vendas (31,7%) que decréscimo (15,7 %).

Para a maioria dos produtores este acréscimo não ultrapassou os 25% face a 2015. Relativamente à comercialização de plantas ornamentais, metade dos produtores declarou ter aumentado as vendas em 2016 face a 2015.

Tal como no caso das folhagens e complementos de flor, para a maioria dos produtores este acréscimo não ultrapassou os 25% face a 2015.

Cerca de metade das explorações beneficiou de subsídios

Quase metade (46%) dos produtores beneficiou de subsídios /ajudas, principalmente apoio ao transporte e POSEI mercados.

Das explorações que não beneficiaram de subsídios 9% não se candidataram por não serem elegíveis para os subsídios / ajudas existentes, e 14% por desconhecerem a sua existência. Todas as explorações que se candidataram beneficiaram de ajudas / subsídios.

 

 

 

 

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