Empresários da Terceira, Graciosa e São Jorge apresentam nova reclamação contra armadores

A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) anunciou hoje que vai apresentar nova reclamação à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), entidade responsável pela regulação e supervisão da atividade da cabotagem insular, no quadro dos requisitos e obrigações de serviço público a que se encontra sujeito, contra os armadores Boxline, Mutualista e Transinsular.

Segundo o presidente da CCAH esta manhã, em conferência de imprensa realizada em Angra do Heroísmo, “de acordo com os dados fornecidos pelos armadores e empresas nossas associadas, verificamos que na segunda quinzena do mês de Março houve um atraso no cumprimento de chegada ao Porto da Praia da Vitória na ordem dos 37,5%; no mês de Abril cerca de 40% das escalas definidas para o Porto da Praia da Vitória chegaram com atraso”. Aliás, de acordo com Sandro Paim, “no decorrer deste período temos o caso de dois navios que não chegaram a atracar no Porto da Praia da Vitória”. Ou seja, no cômputo geral, no período de um mês e meio, verificou-se um incumprimento na ordem dos 33%.

Assim, à semelhança do que já foi anunciado, a CCAH continua a acompanhar o sistema de transporte estabelecido para a Região Autónoma dos Açores (RAA), nomeadamente o transporte marítimo de mercadorias entre o continente e os portos da RAA. Esse transporte está estabelecido por obrigações de serviço público, sem subsídios governamentais, com um conjunto de obrigações que se aplica a qualquer armador que queira operar neste mercado, destacando-se o cumprimento de itinerários previamente estabelecidos.

Segundo os dados recolhidos pela Associação Empresarial das Ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa, “os atrasos não são uma exceção mas sim a regra”, considerando a Direção da Associação e os seus associados que “basta deste Oligopólio que todos os dias prejudica a Terceira e basta da prepotência destas três empresas que julgam que a Economia dos Açores pode estar refém do seu bom humor da sua boa vontade”.

Sandro Paim lembrou que “é com base nestes itinerários que toda economia regula a sua atividade, designadamente que as empresas tomam a decisão em que barco importam a mercadoria, e informam os seus clientes quando chegam, mas também que tomam a decisão em que barco exportam mercadoria”.

O presidente da CCAH fez, ainda, questão de realçar que “iremos apresentar uma queixa formal todos os meses enquanto o incumprimento na chegada dos navios estiver acima dos 10% e até haver uma ação robusta por parte da entidade reguladora, o que, também estranhamente, tarda em acontecer, pois a Autoridade pura e simplesmente não responde”.

De acordo com os dados compilados pela CCAH, em janeiro 46% dos navios sofreram atrasos na chegada ao Porto da Praia da Vitória. Em fevereiro 602% das escalas definidas sofreram atrasos. Na primeira quinzena de março, 100% sofreram atrasos. Na segunda quinzena do mês de Março houve um atraso no cumprimento na ordem dos 37,5% e no mês de Abril cerca de 40% das escalas definidas para o Porto da Praia da Vitória chegaram com atraso.

 

 

 

 

 

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