Empresários consideram “não prioritário” investimento regional num navio de transporte inter-ilhas

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) considerou hoje “não prioritário” o investimento de fundos públicos regionais na construção de um novo navio de passageiros, por este representar um “reduzido impacto” na economia açoriana.

“(…) foi considerado não prioritário o investimento na construção de um navio para o transporte inter-ilhas dado o seu avultado valor e reduzido impacto na economia quer na fase de construção – com impacto zero – quer na fase de operação, com exploração negativa”, é uma das conclusões do Fórum CCIA 2018 – Encontro Empresarial dos Açores.

A CCIA “discorda liminarmente” da aquisição do navio ró-ró “sem que antes se tenha revisto e equacionado, de forma tecnicamente balizada, o que será o modelo de transportes marítimos para os Açores”, sob pena de se fazerem opções erradas e onerosas para o futuro, criticando, igualmente, o “mau funcionamento dos portos dos Açores”, por via da sua organização, o que constitui motivo de preocupação “uma vez que prejudica a sua competitividade”.

“Não existe um planeamento estratégico evidente e adequado para os portos dos Açores”, constatam os empresários.

Ainda dentro dos transportes marítimos, os empresários consideram que o modelo atual do transporte de carga “não serve adequadamente os interesses da economia e da sociedade açoriana”, por não se mostrar
competitivo, por não funcionar adequadamente e pelo elevado grau de incumprimento nas rotas e escalas definidas.

Nos transportes aéreos, a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores considerou “desastrosas” as limitações da conectividade interna nos Açores pelos impactos castradores que tiveram nas operações turísticas da generalidade das ilhas, com a agravante da prática de preços excessivamente elevados, não
permitindo o crescimento potencial das ilhas mais pequenas, defendendo, também, a alteração do modelo de gestão da SATA Air Açores , possibilitando maior oferta, redução de tarifas, aumento de frequências e alargamento de horários, de forma a permitir uma maior distribuição dos passageiros que entram pelas gateways que se encontram liberalizadas.

No transporte aéreo de carga, os empresários consideram “incompreensível e inaceitável” que, no final de 2018, “ainda não se tenha clarificado qual o modelo para a resolução do problema do transporte aéreo de cargas, nas ilhas de São Miguel e Terceira, em face de uma situação em que o serviço é demasiadas vezes imprevisível e acarreta custos demasiado elevados”.

 

 

Foto: Direitos Reservados

+central

 

Link permanente para este artigo: http://maiscentral.com.pt/empresarios-consideram-nao-prioritario-investimento-regional-num-navio-de-transporte-inter-ilhas/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.