Empresários consideram Governo regional o maior promotor da precariedade laboral nos Açores

A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) considera que a utilização em massa dos programas ocupacionais por parte do Governo dos Açores é a maior promoção da precariedade laboral na Região.

“O Governo regional é o maior empregador precário da Região através dos ocupacionais, porque em estatística não se pode olhar para os números de três formas. Ou os ocupacionais contam para o desemprego ou não contam. E como não contam, são precários”, salientou Rodrigo Rodrigues, acrescentando que “se os programas ocupacionais contassem para o desemprego, a taxa atingiria quase 14%”.

Para o presidente da CCAH, existe uma “grande pressão” para a melhoria das condições de empregabilidade por parte das empresas, ao nível dos salários e da precaridade, mas o executivo açoriano “optou por afetar mais fundos comunitários aos programas ocupacionais do que à formação profissional”.

No entender do PS/Açores, as Câmaras do Comércio e os sindicatos devem desenvolver uma parceria contra a precariedade laboral, sem mencionar a inclusão do executivo açoriano.

“Julgamos que a Câmara do Comércio, da mesma maneira que tem na sua agenda as questões da fiscalidade, as questões das acessibilidades, dos transportes marítimos e dos transportes aéreos, deve ter na sua agenda a questão da precariedade laboral”, afirmou André Bradford, após reunião com a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores.

O líder parlamentar socialista defende que a própria parceria criada entre a Câmara do Comércio e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) pode ser uma mais-valia para dar prioridade às questões da qualidade do emprego”, na sequência do desafio lançado pelo presidente do Governo dos Açores no dia da Região.

Para o PS/Açores a questão é transversal, mas tem sido mais evidente no setor do turismo.

“O setor do turismo tem crescido exponencialmente. Nos últimos quatro anos passamos de 40 milhões de volume global de negócio para 90 milhões”, referiu Bradford, defendendo que “quem trabalha nesse setor tem de ser remunerado de forma justa, de forma digna e de forma a adequar-se aquilo que é solicitado às pessoas”.

 

Foto: Direitos Reservados

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