Deputados eleitos pelos Açores na República com diferentes leituras do OE2019

Os cinco deputados eleitos pelo círculo eleitoral dos Açores para a Assembleia da República fazem diferentes leituras da proposta de Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), no que toca às verbas alocadas à Região.

Pela maioria que suporta o Governo da República, Carlos César, Lara Martinho e João Castro salientam que a proposta inicial do OE2019 é “muito positiva” para a Região Autónoma, contabilizando mais de uma dezena de medidas específicas para os Açores, o que “prova a importância que o Governo socialista dá aos territórios insulares”.

Os socialistas apontam a comparticipação no financiamento das Obrigações de Serviço Público (OSP) de transporte aéreo interilhas, as verbas para o Observatório do Atlântico e para a continuidade dos trabalhos relacionados com a construção de um novo estabelecimento prisional de São Miguel, bem como para a revitalização económica e auxílios à ilha Terceira. Os eleitos do PS/Açores realçam, igualmente, que o OE2019 prevê a instalação da rede de radares meteorológicos na Região e a ampliação da pista do aeroporto da Horta, de modo a garantir a sua certificação enquanto aeroporto internacional, sublinhando  o acréscimo de 26 milhões de euros nas transferências do Estado.

Já os deputados do PSD/Açores têm uma diferente posição sobre o documento, entendendo que “mostra bem que temos na República, tal como nos Açores, um governo que é bom a iludir mas mau a concretizar”.

Berta Cabral e António Ventura destacam que “foram três anos perdidos até agora, e 2019 parece ir pelo mesmo caminho”, no que se refere aos projetos de investimento para os Açores, uma vez que as principais promessas do executivo de António Costa “vão saltando, de ano para ano, entre a intenção e a inação”.

Especificando, os social democratas açorianos referem que “o que lá está sobre o Estabelecimento Prisional de São Miguel é muito vago, o que trata do Aeroporto da Horta é vago e dúbio. E o Observatório do Atlântico, prometido em 2016, foi agora ressuscitado depois de três anos de esquecimento”.

“Sobre a Esquadra da PSP na Ribeira Grande não há qualquer referência, os Radares Meteorológicos para a Região estão sem concretização. E quanto ao PREIT e à descontaminação dos solos e aquíferos na Ilha Terceira, parece que no último ano de mandato voltam a ter tidos em conta”, sublinham, constatando que, “no fundo, é visivelmente um Orçamento a pensar nas eleições de 2019, onde vale prometer tudo”.

Berta Cabral e António Ventura lamentam que “não exista expressão orçamental, apenas palavras e mais palavras”.

 

 

Foto: Direitos Reservados

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