Delta Airlines: empresários da Terceira querem explicações sobre afirmações do Embaixador norte-americano

A direção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) considerou hoje que o presidente do Governo regional e a Embaixada dos Estados Unidos da América devem esclarecer se a ligação aérea da Delta Airlines a São Miguel surgiu como contrapartida do ‘downsizing’ da base das Lajes, por constatar que notícias divulgadas contradizem os esclarecimentos que recebeu.

Em comunicado, a associação empresarial presidida por Rodrigo Rodrigues entende que é necessário esclarecer, “com total transparência”, todo o processo de negociação estabelecido, criticando a falta de acordo Interline da SATA Air Açores com a DELTA, o que, no seu entender, coloca em causa o desenvolvimento do turismo nas ilhas do Grupo Central.

“Este é um assunto a ser tratado ao mais alto nível, pelas nossas entidades responsáveis — SATA e Governo Regional. Importa, ainda, realçar que o período de maior venda de pacotes turísticos nos Estados Unidos da América é janeiro e fevereiro, pelo que é urgente a resolução deste entrave ao desenvolvimento da economia do grupo central”, referem.

Ainda sobre os transportes aéreos, a CCAH congratula-se pelo início do transporte aéreo de carga, através de um consórcio privado, com cinco ligações aéreas entre Lisboa e Ponta Delgada, com extensão à ilha Terceira três vezes na semana.

“O transporte aéreo de carga é uma revindicação antiga da CCAH e essencial para o desenvolvimento da economia da Região”, sublinham, realçando que estão a acompanhar este assunto aguardando, a todo o momento, uma reunião com a empresa responsável pelo transporte da carga.

Sobre o transporte marítimo de mercadorias, os empresários das ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge mostram-se preocupados com as “consequências nefastas” das greves contínuas e prolongadas dos estivadores no tecido empresarial, com os atrasos de entrega das suas mercadorias, que são agravadas neste período de Natal, altura do ano essencial à sobrevivência de muitas empresas açorianas.

A direção da CCAH entende que devem ser tomadas medidas urgentes de forma a diminuir os constrangimentos existentes na operação de carga dos Portos da Região, estando disponível para colaborar no que for necessário nesse sentido, no âmbito das suas competências.

 

 

Foto: JEdgardo Vieira

+central

 

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