Contaminação na Terceira: contestadas as empreitadas de descontaminação no Cabrito e na Cova das Cinzas

As empreitadas de remoção e inertização das condutas de combustíveis (pipeline) utilizadas pelos militares norte-americanos no Cabrito e na Cova das Cinzas foram hoje contestadas na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT).

Em causa está o trabalho efetuado que se cingiu apenas à remoção do combustível abandonado no interior das condutas e à sua subsequente desmontagem, sem nada ter sido feito em relação aos terrenos contaminados no local com hidrocarbonetos.

Isto mesmo foi salientado pelo investigador Félix Rodrigues e por Orlando Lima, ouvidos em comissão, no seguimento da Resolução que Recomenda à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores que a Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho visite os locais contaminados da ilha Terceira no âmbito da utilização militar da Base das Lajes.

No início das audições, o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, havia referido que os trabalhos realizados nestas intervenções eram de “referência” no que toca à descontaminação, algo que foi refutado por Félix Rodrigues e Orlando Lima, por considerarem que os trabalhos não ficaram concluídos sem o devido tratamento dos solos onde se encontravam as condutas de combustível.

Segundo o governante, “no Cabrito e na Cova das Cinzas, foram removidas e inertizadas condutas de combustíveis, de forma eficaz”, apontando a Porta de Armas e o parque de combustíveis (South Tank Farm), em que os métodos utilizados não levaram a uma remoção “satisfatória” de contaminantes.

 

 

 

 

Foto: Diário Insular

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