Conselho de Ilha quer reforço de ligações aéreas de e para São Jorge

José António Rodrigues

A presidente do Conselho de Ilha de São Jorge reivindicou hoje um reforço das ligações aéreas entre esta parcela do arquipélago dos Açores e o exterior, por forma a melhorar a mobilidade das pessoas e aproveitar o incremento turístico.

Maria Isabel Teixeira, em declarações à agência Lusa na véspera do começo de uma visita oficial de três dias do Governo dos Açores à ilha, salientou que as acessibilidades são uma problemática que “continua a preocupar muito” o Conselho de Ilha de São Jorge.

A responsável refere que o fluxo turístico para aquela ilha do grupo central do arquipélago “tem vindo a aumentar” e os seus habitantes que querem sair ou regressar “têm muitas dificuldades em fazê-lo” por falta de disponibilidade lugares na SATA Air Açores, companhia que assegura as ligações aéreas inter-ilhas.

Para além das ligações aéreas, Maria Teixeira queixa-se que a ilha ficou “muito lesada” com o encalhamento do barco da Atlânticoline na Madalena, ilha do Pico, em 2018, nomeadamente em termos de ligações entre o concelho da Calheta e Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

“Também a nível do Triângulo (Faial, Pico, São Jorge) necessita-se que seja revisto, de uma vez por todas, este modelo de transporte”, defende a responsável.

Ainda neste capítulo, a presidente do Conselho de Ilha preconiza uma ligação com o Pico e Faial em outros horários que assegurem que os jorgenses chegam mais cedo àquelas duas ilhas do grupo central.

O futuro da indústria conserveira Santa Catarina foi outro dos temas da reunião do Conselho de ilha que antecede a visita do executivo regional, uma vez que a fábrica está a ser confrontada com “graves problemas de sustentabilidade”.

O Governo Regional socialista interveio no capital social da empresa por forma a salvaguardar os seus postos de trabalho e assegurar a sua viabilidade financeira, estimando-se a sua dívida bancária em oito milhões de euros.

Sendo a fábrica a maior entidade empregadora de São Jorge, com 140 funcionários, na sua maioria mulheres, o Conselho de Ilha é contra a sua privatização por temer que o processo tenha consequências económicas e sociais graves para a economia local.

Contrariamente aos anos anteriores, o Conselho de ilha não elaborou o tradicional memorando para entregar ao Governo Regional na véspera da visita dos governantes a São Jorge.

Em 2018, durante a visita oficial do Governo Regional, o Conselho de Ilha protagonizou um acontecimento insólito ao não permitir que a comunicação social assistisse à reunião deste órgão com o executivo açoriano.

A ilha de São Jorge, com cerca de 10 mil habitantes, espalhados por dois concelhos – Velas e Calheta -, é conhecida pela qualidade do seu queijo e das suas conservas de atum, bem como pela beleza natural das suas fajãs.

O Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores determina que o Governo Regional deve visitar cada ilha do arquipélago, pelo menos, uma vez por ano e reunir o Conselho de Governo na ilha visitada.

Lusa/+central

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