Coesão pós 2020: Serrão Santos entende que políticas devem valorizar importância das ilhas para a Europa

O eurodeputado do PS/Açores entende que as políticas de Coesão pós 2020 devem valorizar importância das ilhas para a Europa.

Disso mesmo deu nota Ricardo Serrão Santos na conferência “As ilhas na Política de Coesão após 2020”, que se realizou no Parlamento Europeu, em Bruxelas, no âmbito do intergrupo “Mares, Rios, Ilhas e Zonas Costeiras”.

“A União não é, nem poderá vir a ser, uma realidade política asséptica, indiferente à sua diversidade cultural, social, económica e mesmo geográfica”, disse, acrescentando que “devemos olhar para a importância das ilhas para o desenvolvimento da Europa, reconhecendo que estas dão, desde logo mas não só, uma dimensão territorial global à Europa”.

Referindo-se aos Açores, o deputado europeu açoriano salientou que “os resultados são evidentes e amplamente reconhecidos”.

“Principalmente pelos cidadãos que lá vivem e que sentem a importância dos fundos europeus no seu quotidiano, na melhoria da sua qualidade de vida e no aumento das suas oportunidades. É que é precisamente onde há maiores dificuldades, por exemplo, em encontrar financiamento para as infraestruturas e políticas sociais, que o co-financiamento europeu faz mais diferença”, realçou.

Serrão Santos referiu-se aos objetivos alcançados pela região, que tem vindo a convergir com a média europeia.

“Entre o ano 2000 e 2016, os Açores cresceram anualmente em média 1,1%, a maior taxa de crescimento de Portugal, sendo que continuam a trilhar este caminho, utilizando os fundos para contornar a pequena dimensão do mercado, esbater as dificuldades resultante da distância aos grandes centros económicos, apostando na logística, projectando os Açores e a sua posição geo-estratégica no mundo”, constatou.

A finalizar referiu que “os Açores querem agora dar sequência à estratégia de crescimento inteligente apostando fortemente na inovação empresarial e nas suas ligações à investigação e ao empreendedorismo, na qualificação dos recursos humanos, no investimento na economia verde e na economia azul, no turismo sustentável, e na agricultura, enquanto pilar fundamental da economia açoriana e vetor único para a preservação do ambiente e paisagem”, sempre sem descurar a “aposta na economia circular”.

 

 

 

 

Foto: GSS

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