China, EUA, Noruega e Canadá são já parceiros do Centro de Observação Oceânica

A ministra do Mar anunciou hoje terem sido já assinadas parcerias internacionais com a China, EUA, Noruega e Canadá para o desenvolvimento de projetos de investigação no Centro de Observação Oceânica, nos Açores.

A comissão instaladora, que iniciou o trabalho de avaliação, funcionamento e áreas estratégicas de estudo, bem como a promoção em termos nacionais e internacionais está já no terreno e segundo a governante, até junho, o centro ficará “formalmente constituído”.

“Há parcerias que já estão constituídas por força de acordos internacionais que já fiz com a China, com os EUA, Noruega e o Canadá”, disse Ana Paula Vitorino que falava à agência Lusa hoje na Universidade Nova, em Lisboa, à margem da conferência que inaugura a Cátedra Jean Monnet sobre “Política Marítima Integrada e Crescimento Azul na UE”.

O objetivo é, de acordo com a ministra, promover um aumento do conhecimento e de que os investigadores se direcionem para estas áreas com o objetivo de criar conhecimento que possa produzir empresas que trabalhem nestas áreas, disse.

“A ciência e o conhecimento são a base de uma economia sustentável”, sublinhou.

Para Ana Paula Vitorino, a “prioridade das prioridades” do Governo é ter uma sustentabilidade do oceano.

“É a única forma de garantir a sustentabilidade do nosso planeta. Temos que garantir que todas as atividades utilizem melhor os recursos para garantir a sustentabilidade”, acrescentou Ana Paula Vitorino, referindo que a partir daí, existem “objetivos claros em termos económicos e sociais”.

“Queremos desenvolver as atividades tradicionais, ter portos mais eficientes, com maior capacidade, maior produtividade, mais amigos do ambiente e atrair por via disso o ‘green shipping’, ou seja, termos navios menos poluentes e que apoiem o nosso processo de descarbonização nomeadamente ter condições para acolher navios que em vez de usarem outro tipo de combustível possam utilizar o gás natural liquefeito que dentro das opções disponíveis a que menos polui e mais contribui para a descarbonização”, disse.

De resto, continuou, também se pretende apoiar as novas economias emergentes, como é o caso da biotecnologia azul, mas também as energias renováveis oceânicas. “Já apoiamos as eólicas, mas também a energia das marés e das ondas, que são importantes pois são recursos quase infinitos em termos de planeta”, referiu.

Durante a conferência, a ministra falou ainda da importância de apostar na “literacia e na governança do oceano”.

“É necessário qualificar mais recursos humanos de qualidade focados nas atividades marítimas e esse trabalho começa nos primeiros anos da escola. É fundamental apostar na literacia dos oceanos”, disse Ana Paula Vitorino, referindo-se ao programa Escola Azul que decorre já em várias escolas do ensino básico espalhadas pelo país e que pretende sensibilizar os mais pequenos, nomeadamente para a vida marinha e os recursos marítimos.

É intenção do executivo apoiar também a inserção de desportos náuticos no desporto escolar, disse.

“Há desportos náuticos que se calhar não são acessíveis a todos e é obrigação do Estado torná-los acessíveis a todos e promover, por exemplo, intercâmbios entre as populações do interior e das zonas costeiras para que todos possam ter acesso”, disse.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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