Celebrar os Açores em Bruxelas — Opinião de Sofia Ribeiro

Na passada semana, com uma exposição no espaço nobre Agora Simone Veil, o átrio exterior mais movimentado do Parlamento Europeu em Bruxelas, celebrei os Açores, complementando uma acção de promoção e defesa da nossa Região, invocando que a coesão constitui a matriz de referência do projecto europeu e tem expressão máxima na celebração das suas Regiões Ultraperiféricas. Celebrar estas Regiões é celebrar a Europa das Regiões, que visa um sustentado desenvolvimento dos territórios e dos cidadãos europeus, sabendo que não se pode tratar como igual aquilo que é estruturalmente diferente, o que exige um olhar mais atento na unidade na diversidade que constitui a riqueza da União Europeia.

A exposição evidenciou a dupla insularidade, o afastamento e a pequena dimensão que caracterizam os Açores, através de protótipos das nossas 9 ilhas, construídos e colocados à escala. Destacou a distância aos territórios continentais Europeu e Americano e o duplo afastamento registado entre as ilhas, em que o Corvo se situa a cerca de 600 km de Santa Maria, uma condição sem paralelo no restante território europeu. Indicou-se, ainda, a população de cada ilha, a dar nota da pequena população e do esforço crescido de coesão interna que tem de ser efectuado, bem como a divisão por Municípios, apresentando os seus pontos mais característicos e as suas potencialidades. A exposição contou ainda, em regime de permanência, com a presença de quatro jovens voluntários Açorianos seleccionados através de um concurso público, tendo-se constituído como verdadeiros promotores da nossa Região, apresentando-a em discurso directo aos milhares de pessoas que a visitaram, num claro sinal que temos o coração aberto para quem nos respeita e quer conhecer.

Neste evento convidei Juntas de Freguesia dos Açores, evidenciando que a construção Europeia deve decorrer a um múltiplo nível, integrando os diferentes centros de decisão e de governação, desde o mais local, ao mais global. Convidei também algumas associações açorianas, ilustrando uma dinâmica fundada na proximidade, que garanta que o exercício da actividade no Parlamento europeu integre as preocupações e a expectativas dos Açorianos, traduzindo-se, assim, em MAIS AÇORES NA EUROPA. Convidei também dois grupos de cantares e danças tradicionais, o “Vozes do Mar do Norte” e “Dispensa Os Companheiros”, que em actuações de dança e música apresentaram de forma magnífica a nossa cultura, tendo cantado os Hinos dos Açores e do Espírito Santo, num evento muito apreciado pela primeira Vice-Presidente do Parlamento Europeu.

Confirmámos que o projecto europeu é o projecto dos Açorianos, em que a nossa Região tem um elevado potencial para um desenvolvimento sustentado à escala global, seja porque conferimos à UE uma extensão de território por via marítima, seja pela nossa biodiversidade, ou pela nossa destacada capacidade de desenvolvimento das economias circular, verde e azul, de entre outras.

Com esta exposição no coração dos centros de decisão europeia, fizemos um convite aos milhares de pessoas que a exploraram: o de que visitem os Açores e se transformem em mais agentes defensores da nossa exclusividade.

 

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