CDU quer terminar com a “negligencia dos problemas” do Faial

CDU FaialO primeiro candidato da CDU Açores pelo circulo eleitoral do Faial, às eleições regionais deste domingo, pretende terminar com a atual negligencia dos problemas da ilha e apelou aos faialenses a eleição de um deputado para “garantir que os nossos problemas são discutidos”.

No entender de João Decq Motta, “está claro que a resolução de alguns dos problemas estratégicos do Faial tem sido negligenciada”, destacando a 2ª fase do reordenamento do porto da Horta, a ampliação da pista do aeroporto e a defesa intransigente das ligações directa com o continente, a defesa das produções de leite e carne e respectiva transformação, a par da diversificação agrícola, a urgente conclusão da variante da cidade da Horta e a criação de um plano de recuperação da rede viária regional, municipal agrícola e florestal, apontando estas como algumas das propostas mais importantes da CDU para a ilha.

“As nossas potencialidades existem! É necessário agora que os representantes que sejam eleitos, sejam pessoas determinadas a exigir o que é indispensável ao nosso desenvolvimento”, afirmou o candidato, num jantar comício que reuniu cerca de centena e meia de apoiantes, e que contou com a presença do coordenador regional do PCP e candidato da CDU, Aníbal Pires.

Decq Motta denunciou ainda que os deputados socialistas, eleitos pela ilha, “são pouco empenhados nas grandes questões do Faial e a sua acção circunscreve-se ao apoio à política do Governo”.

Já Aníbal Pires afirmou que o Projecto de Futuro para os Açores que a CDU apresenta é um projecto para “incluir e não para exluir”, aproveitando e desenvolvendo o potencial de cada uma das ilhas, com políticas específicas e adequadas, “valorizando o seu contributo para o todo regional”, criando um “mercado interno forte que nos torne menos dependentes do exterior”.

“As políticas do PS não incluem, excluem. Excluem ilhas, mas também pessoas”, afirmou, criticando que os investimentos realizados “beneficiam os grandes grupos económicos e não as populações, que mantêm rendimentos muitos baixos”.

O candidato aponta que “o caminho que queremos seguir é o da descentralização, é o da desconcentração, é o do apoio aos pequenos e médios empresários, é o da criação de emprego com direitos, justamente remunerado”.

“Precisamos de aumentar o rendimento dos trabalhadores, o rendimento das famílias”, sublinhou.

Para Aníbal Pires, o que está em causa nestas eleições é “acabar com a maioria absoluta do PS”, permitindo as “mudanças que os Açores precisam”.

“Se o Partido Socialista não tivesse maioria absoluta, hoje certamente o acréscimo regional ao salário mínimo não seria de 5 por cento, seria de 7,5%, como nós temos vindo a propôr sistematicamente e que o PS tem vindo a reprovar sistematicamente”, concluiu.

 

 

 

 

Foto: CDU Açores

GI CDU/+central

 

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