CDS-PP acusa Vasco Cordeiro de tratar com “leviandade” a Terceira e os terceirenses

O CDS-PP/Terceira repudiou hoje a “leviandade” com que o presidente do Governo dos Açores se dirigiu à economia da Terceira e ao bem-estar dos terceirenses, entendendo que “por incapacidade sua”, o saldo dos investimentos e receitas económicas perdidas pela ilha é muitas vezes maior que o valor investido e gerado pelo investimento público regional na Terceira.

Em reação às declarações públicas de Vasco Cordeiro, aquando da inauguração do Parque Multissetorial da ilha Terceira, só hoje porque tinham a “esperança” que o chefe de governo se retrata-se, a Comissão Política de Ilha (CPI) do CDS-PP na Terceira manifesta o seu espanto e repúdio em relação às mesmas.

Em comunicado, a estrutura liderada por Nuno Melo Alves entende que o anúncio “pomposo” que o investimento público na Terceira foi de 60 milhões de euros nos últimos cinco anos — uma média de 12 milhões por ano — peca por tardio.

“Grande parte desse investimento deveria ter sido feito há dez anos, estando atrasado e desfasado em relação às necessidades económicas da ilha Terceira”, refere o dirigente popular, lamentando que “parte significativa desse investimento, foi mal executado e deve-se a derrapagens nas obras públicas”.

Os centristas terceirenses criticam ainda que “parte significativa desses 12 milhões por ano foram para obras administrativas do próprio Governo regional”, dando o exemplo da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, obra destinada a cumprir com a obrigação de haver um arquivo público regional e que “não tem impacto mensurável no desenvolvimento económico”.

Melo Alves concretiza também que o valor das obras canceladas e das obras prometidas e não concretizadas, nesse período, “é muito superior aos 60 milhões em cinco anos, dando também o exemplo do cais de cruzeiros prometido pelos governos de César e Cordeiro para Angra, obra que previa um investimento de 60 milhões.

“Só num investimento, importante para o desenvolvimento do turismo, e que o Governo regional não quis fazer na Terceira, perdeu-se tanto ou mais quanto o presidente do Governo tenta gabar-se de ter investido em cinco ano”, salienta.

O CDS-PP Terceira relembra que aquilo que a economia terceirense reclama são obras e investimentos públicos que fomentem o crescimento e desenvolvimento económico, como as melhorias necessárias nos portos, nas ligações marítimas e aéreas de carga e passageiros, a proximidade aos serviços públicos e políticas que permitam à economia florescer, notando que ignorar por completo a pronúncia da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo em relação a reivindicações de interesse económico para a ilha demonstra bem a “arrogância do Governo regional”.

Sobre as afirmações de Vasco Cordeiro acerca do crescimento do PIB da Terceira acima da média regional em 2015, os populares terceirenses entendem que, “a ser verdade, terá sido provocado pelos apoios sociais atribuídos pelos programas ocupacionais aos desempregados ou pelo aumento do emprego público”.

O CDS-PP Terceira considera que o Governo regional “deve efectivamente governar pelas e para as nove ilhas, e não apenas fazer de conta que se preocupa com o desenvolvimento harmónico das ilhas dos Açores”.

 

CPI CDS Terceira/+central

 

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