Candidato da CDU critica política de estacionamento em Angra do Heroísmo

O primeiro candidato da CDU à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo criticou hoje a política de estacionamento na cidade, constatando que “não resolve qualquer problema de mobilidade” e “se mostra deveras onerosa para os munícipes”.

“Para a CDU, resultam liquidas e evidentes as dificuldades e os constrangimentos à mobilidade afetando a cidade. Verifica-se neste contexto que a política de concessão de parquímetros em Angra, nos termos e com o sentido que vem sendo configurada contratualmente, não só não resolve qualquer problema de mobilidade, como inclusive se mostra deveras onerosa para os munícipes”, afirmou Paulo Santos, em conferência de imprensa.

Segundo o comunista angrense, “avulta a consciência de um excesso de automóveis na cidade, com subsequente poluição sonora e atmosférica — situação que imporia o incremento, agilização e melhoria dos transportes públicos, a par da promoção de medidas favorecendo a circulação pedestre, o espaço para peões, zonas verdes e de lazer”.

O candidato lamenta que “nenhuma das questões de fundo inerentes ao problema da mobilidade se resolve com a política de concessão de estruturas de parquímetros que vem sendo seguida, notoriamente agravada por um quadro contratual
equivoco, pouco transparente e abusivo do ponto de vista dos cidadãos”.

“As tarifas aplicadas são altas, a vigência temporal exagerada (10 anos) e para além disso abundam densas zonas em que o volume de estacionamento não justifica nem de perto nem de longe a colocação de tais estruturas”, referiu, exemplificando com o parque do tribunal, toda a avenida Álvaro Martins Homem, toda a avenida Jácome de Bruges, Rua de São Pedro, só para citar alguns exemplos.

Paulo Santos acrescentou que “pior que isso, à revelia da lei e do direito, o concessionário arroga-se na aplicação de coimas acessórias pelo não pagamento tempestivo das altíssimas taxas que cobra; tudo perante a perversa inação do executivo autárquico”.

O candidato da Coligação Democrática Unitária salienta que “não é difícil suspeitar neste caso que terão existido outros interesses que não o da autarquia e dos seus constituintes na configuração do contrato com a sociedade DataRede S.A., e o facto de ter sido um anterior executivo do PS a liderar tal processo explica bem o incómodo do atual executivo — da mesma cor — para com esta situação”.

“A este respeito, a par de medidas de promoção dos espaços pedestres, limitação de algumas vias à circulação rodoviária, a CDU entende que é essencial a revogação do quadro contratual existente no que tange aos ditos parquímetros, se for necessário recorrendo aos tribunais, substituindo-o por outro que defenda o espaço citadino e a qualidade de vida dos cidadãos eleitores”, comprometeu-se Paulo Santos.

 

 

 

 

Foto: CDU

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