BE questiona sobre falta de qualidade nutricional de refeições em escola de São Jorge

O Bloco de Esquerda (BE) quer saber que apoio técnico e científico foi prestado pela direção regional de Educação à Escola Básica e Secundária da Calheta, na ilha de São Jorge, para a condução do concurso público para adjudicação do serviço de fornecimento de refeições escolares para o presente ano letivo, e por que razão apenas foi considerado o critério do preço mais baixo em todos os concursos nos últimos anos.

O requerimento enviado pelo grupo parlamentar do BE ao Governo dos Açores surge no seguimento das denúncias efetuadas por pais e encarregados de educação dos alunos desta escola, em que é muito frequente a falta de quantidade e falta de qualidade nutricional das refeições servidas na cantina.

“Os testemunhos de pais e/ou encarregados de educação da escola em causa indicam que as refeições habitualmente servidas, ou dispõem de poucos ou nenhuns vegetais e é excessivo o recurso a alimentos fritos e massas”, refere Paulo Mendes.

O deputado lembra que compete aos órgãos de gestão da escola assegurar a qualidade das refeições servidas através do controlo do cumprimento das cláusulas do caderno de encargos e dos contratos, sempre que as escolas optem por concessionar o serviço de refeições.

No documento enviado, o BE solicita ainda cópia do caderno de encargos respeitante ao concurso público para o fornecimento de refeições (ligeiras e completas) para o presente ano letivo, da responsabilidade da Escola Básica e Secundária da Calheta de São Jorge, assim como a proposta do concorrente a quem foi adjudicado o serviço, bem como cópia do parecer técnico do nutricionista afeto à direção regional da Saúde ou da direção regional da Educação.

 

 

 

 

 

GI BE/+central

 

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