BE quer saber se existem problemas estruturais que inviabilizem o acesso ao porto da Calheta

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda quer saber que ações serão tomadas pelo Governo dos Açores no sentido de regularizar o abastecimento de mercadorias no porto da Calheta, em São Jorge, e se existem problemas estruturais que inviabilizem o normal toque dos navios neste porto.

“Recorde-se que os comerciantes do concelho da Calheta, em São Jorge, queixam-se reiteradamente da falta de regularidade de escalas, no porto daquele concelho, das embarcações que fazem o transporte marítimo de mercadorias, e que só o ano passado foram canceladas 20 escalas”, referem os deputados Zuraida Soares e António Lima em comunicado.

Num requerimento enviado hoje ao Governo Regional, o BE questiona, tendo em conta o exagerado número cancelamentos de escalas, facto que distorce as boas regras do mercado, se o Governo Regional já inquiriu o operador sobre as razões para o sucedido”.

Questiona, igualmente, se o executivo dos Açores tem meios para confirmar o acerto da decisão de não atracar tantas vezes no porto da Calheta, e a justeza e seriedade das razões evocadas pelo operador para suportar essa decisão.

“Sempre que esta escala é cancelada, os comerciantes são obrigados a levantar a mercadoria no porto das Velas e fazer o transporte para a Calheta, o que implica um custo acrescido, que poderá, no futuro, ser imputado aos consumidores”, realçam.

O BE salienta que o transporte marítimo de mercadorias é peça fundamental para garantir a execução de uma política de coesão territorial na Região, de modo a garantir o abastecimento regular de mercadorias a todas as ilhas.

 

 

 

 

Foto: JEdgardo Vieira

GI BE/+central

 

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