Azores Airlines com prejuízos de 31 M€ nos primeiros nove meses de 2018

J Edgardo Vieira

A SATA Internacional – Azores Airline, que engloba as operações da companhia aérea para fora dos Açores, registou um prejuízo de 30,8 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, indicam documentos oficiais.

De acordo com informações enviadas pelo Governo Regional à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), e às quais a agência Lusa teve acesso, ao prejuízo da SATA Internacional junta-se um resultado líquido negativo de 8,13 milhões de euros da SATA Air Açores, responsável pelas ligações aéreas dentro do arquipélago.

Em 2017, o Grupo SATA encerrou o ano com o maior prejuízo da história da empresa, de 41 milhões de euros, um valor quase três vezes superior ao de 2016, que foi de 14 milhões.

A informação enviada pelo executivo regional ao parlamento açoriano não engloba uma comparação com o período homólogo, mas abarca a totalidade das empresas do Setor Público Empresarial Regional (SPER).

Ainda no setor dos transportes, a Atlânticoline, que assegura as ligações marítimas de passageiros e viaturas entre as ilhas dos Açores, registou lucros de um milhão de euros no período em análise.

A SATA Internacional, renomeada há alguns anos Azores Airlines, apresta-se para lançar um novo concurso para a privatização de 49% do seu capital social, depois de o primeiro ter sido interrompido no final de 2018 após a divulgação na imprensa de material tido por classificado.

A representação parlamentar do PPM já reagiu a este números. Paulo Estêvão mostra-se “muito preocupado” com os resultados do relatório de execução financeira relativo ao 3.º trimestre de 2018, das empresas do setor público empresarial regional.

“Os dados indicam que o setor público empresarial regional continua num ciclo de endividamento e de falência imparáveis”, afirmou o deputado monárquico em comunicado.

Sobre o Grupo SATA, Paulo Estêvão salienta que este incrementou os seus prejuízos em mais de 7 milhões de euros em relação ao 2.º trimestre de 2018, somando agora cerca de 39 milhões de euros de prejuízos, faltando contabilizar o último trimestre do ano.

No que toca aos Hospitais públicos, o parlamentar realça que aumentaram os seus prejuízos em mais 8 milhões de euros em relação ao 2.º semestre de 2018.

“Esta trajetória de endividamento e falência do setor público empresarial regional está a hipotecar, por completo, o futuro da Região”, constata Paulo Estêvão, exigindo que o Governo regional adote medidas de urgência para estancar este conjunto de prejuízos.

Lusa/+central

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