Autoridade marítima dá por concluída remoção do navio “Mestre Simão”

Os trabalhos de remoção do navio “Mestre Simão”, que encalhou em janeiro na vila da Madalena, ilha do Pico, já foram dados por concluídos, revelou hoje o capitão do porto da Horta, Rafael da Silva.

Segundo explicou, os trabalhos acabaram por se prolongar “um pouco mais” da data inicialmente prevista (final de maio), mas a demora deveu-se, sobretudo, às condições meteorológicas, em especial ao estado do mar, que por vezes impediu que a operação se realizasse.

“Temos de compreender que as condições de mar para a execução dos trabalhos nem sempre foram as melhores e, além disso, a equipa teve que fazer face a, pelo menos, três dias em que o braço da grua esteve avariado”, recordou o representante da autoridade marítima, que acompanhou toda a operação.

O navio de 40 metros de comprimento, com capacidade para transportar cerca de 300 passageiros e oito viaturas, encalhou à entrada do porto da Madalena, no dia 6 de janeiro, empurrado pela ondulação, que deixou o barco ingovernável, mas as 70 pessoas que seguiam a bordo foram todas socorridas, sem registo de ferimentos.

No fundo do mar, no local do encalhe, permanecem ainda alguns pequenos destroços do navio, presos nas rochas, mas que, segundo Rafael da Silva, não constituem perigo nem para as pessoas, nem para a navegação.

“Existem ainda algumas chapas, de pequenas dimensões, que ficaram entaladas entre as pedras, e para se evitar mexer no fundo marinho, mais do que aquilo que ele já foi mexido, não é possível retirá-las”, justificou o capitão do porto da Horta.

Segundo explicou, a empresa “Resolve Fire & Salvage”, responsável pela remoção do navio, vai manter no local uma equipa de mergulhadores, de prevenção, para monitorizar o local, e ficará atenta a eventuais objetos que possam dar à costa ou desprender-se do fundo do mar.

Na operação de remoção do “Mestre Simão” estiveram envolvidos um rebocador e uma barcaça com uma grua, que foram cortando, gradualmente, a carcaça do navio, removendo-a para terra, onde foi colocada em contentores que seguiram, entretanto, para o continente português.

O navio “Mestre Simão”, tal como seu irmão gémeo “Gilberto Mariano”, foram ambos construídos nos “Astilleros Armon”, em Espanha, e estavam ambos a operar nos Açores há apenas quatro anos.

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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