Arte corporal nos Açores recebe impulso internacional

A MiratecArts participou pela primeira vez no maior festival de arte corporal no mundo, World Bodypainting Festival, na Áustria, com o artista micaelense Vítor Oliveira. A participação, que recebeu louvores do júri e de muitos dos participantes de vários países, incentivou o artista e a associação a investirem mais no desenvolvimento desta arte no arquipélago dos Açores.

“Este impulso internacional, que veio de colegas do mundo da arte corporal do Brasil, do México, de toda a Europa e até da Ásia, incentivou para arrancarmos com um programa dedicado à arte corporal” diz Terry Costa, o diretor artístico da MiratecArts. “Sendo assim, o plano já está em movimento para CORPO BODY ART 2019, a acontecer na ilha do Pico, convidando artistas de todos os estilos de body art, incluindo bodypainting, tatuagens e piercings a participar.”

Quanto à sua primeira participação num evento internacional, o artista Vítor Oliveira conseguiu entrar no TOP 15 na categoria de Brush & Sponge. “Foi uma experiência muito gratificante” diz Vítor Oliveira. “Adquirir conhecimentos de várias culturas neste meio, conhecer dezenas de artistas de vários países e aprender sobre vários produtos, acabou por ser uma experiência única, muito produtiva.” A participação de Vítor Oliveira no maior evento de arte corporal, com artistas de 52 países, fica assim para a história da arte dos Açores. Sachin, bailarino de Nepal, foi a tela para a obra Chains Linking Oceans (Correntes Ligando Oceanos) captada por centenas de fotógrafos de todos os cantos do mundo, incluindo o picoense Pedro Silva, que também enquadrou na equipa discoverazores.eu que participou na Áustria.

As origens do termo Body Art surgiram no século passado quando o pintor, escultor e poeta Marcel Duchamp referenciou que “tudo pode ser usado como uma obra de arte”, inclusive o corpo. Além de Duchamp, podem ser considerados precursores da Body Art o francês Yves Klein, que usava corpos femininos como “pincéis vivos”, o americano Vito Acconci que usou o corpo como tema, material de trabalho e veículo para a expressão, e o italiano Piero Manzoni com suas esculturas móveis as quais ele designou de arte ambulante.

 

 

Foto: Pedro Silva

MiratecArts/+central

 

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