António Ventura é contra a proibição da exportação de animais vivos

J Edgardo Vieira

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República entende que é “proibido proibir” a exportação de animais vivos em Portugal, sob pena de agravar, ainda mais, a situação económica dos agricultores açorianos.

“Receio que a insensibilidade de alguns partidos possa evoluir para proibir a exportação de animais em vivo, por exemplo, dos Açores para o Continente ou dos Açores para a Madeira. Isso seria o cúmulo dos cúmulos”, afirmou António Ventura numa intervenção no debate de iniciativas sobre o transporte de animais vivos, acrescentando que “não podemos permitir esta tendência”.

No entender do social democrata dos Açores, e admitindo a necessidade de se melhorar a lei em vigor, “não podemos permitir que o desconhecimento administrativo substitua o conhecimento prático”.

António Ventura realçou que “não é possível, neste momento, abdicar da exportação de animais em vivo por período superior a oito horas”, sublinhando que o sistema produtivo na pecuária, “já muito fragilizado” pela ausência do Governo, “não ia aguentar”.

“Haveria um efeito dominó negativo sobre toda a economia agrícola em Portugal”, advogou o parlamentar açoriano, sustentando que a exportação de gado “é capaz de contribuir para criar emprego, fixar pessoas e combater o envelhecimento de muitas zonas em Portugal”, constatando que o país “deve muito ao sistema produtivo pecuário neste momento”.

António Ventura realçou que o produtor “é o primeiro e o melhor amigo do animal”.

“Qualquer produtor sabe que um animal que seja mal tratado, ou que esteja doente, é um animal que não rende, que não tem lucro”, afirmou, salientando que produtor “não pode arcar com os custos de outras situações que são nefastas e alheias a ele próprio”.

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