António Ventura critica “silêncio persistente” da República sobre fim da bovinocultura de leite

JEdgardo Vieira

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República alertou, na passada semana, para o risco, propagado pelo Governo da República, do fim da bovinocultura de leite e de carne na União Europeia, criticando o “silêncio persistente” do executivo nesta matéria.

“Há aqui um risco e um perigo, que é propagado pelo próprio Governo da República, da bovinocultura de leite e de carne quase que desaparecerem do mapa Europeu”, afirmou António Ventura, durante a audição do secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, na Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da Estratégia Portugal 2030.

Para o deputado açoriano, o silêncio do Governo perante a crise persistente na produção de leite em nada ajuda a afirmação de Portugal perante os grandes colossos europeus do setor, criticando também as “posições antagónicas” assumidas por alguns ministros do mesmo Governo nacional.

“A Europa sempre teve a vontade de que Portugal desaparecesse do mapa da produção de leite. Houve sempre essa tendência e agora muito mais com a vontade nacional, em que há dois ministros que, um diz que é para abater animais e o outro, sete dias mais tarde, vem dizer que não é bem assim”, lamentou o social democrata.

Sobre o POSEI, António Ventura recordou que, apesar da injeção anual de 77 milhões de euros na agricultura, “já não consegue satisfazer todas as necessidades de produção animal e vegetal nos Açores”, apontando o deficit de 10 milhões de euros nos Açores e de 5 milhões de euros na Madeira, só para satisfação destas produções.

“Não conseguir contemplar, pelo menos o deficit, é um retrocesso”, sublinhou o eleito do PSD, constatando que os Açores, devido à sua especificidade, “não conseguem viver sem este programa de orientação específica”.

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