Air Centre: centro arranca “nos próximos meses” nos Açores com uma dezena de investigadores

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O Air Centre – Centro Internacional de Investigação do Atlântico – deverá iniciar atividade “nos próximos meses”, na ilha Terceira, nos Açores, com cerca de uma dezena de investigadores, adiantou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“Estamos a tentar instalar nos próximos meses um núcleo com pelo menos oito a nove pessoas”, adiantou Manuel Heitor, em declarações aos jornalistas, na Praia da Vitória, à margem de uma reunião com o presidente do município, onde ficará sedeado o Air Centre.

A Fundação da Ciência para a Tecnologia apoiará, através de um contrato programa, a colocação de seis investigadores no projeto, sendo os restantes assegurados pelo Governo Regional dos Açores.

Segundo Manuel Heitor, este núcleo de investigadores, “sobretudo orientado para a observação da terra”, contará com a colaboração da Universidade dos Açores e do projeto Terceira Tech Island, que prevê a instalação na ilha Terceira de empresas ligadas à programação e às novas tecnologias.

O Air Centre, que pretende reunir investigação em áreas como espaço, oceanos, alterações climáticas e processamento de dados, envolve ainda Brasil, Espanha, Angola, Cabo Verde, Nigéria, Uruguai e São Tomé e Príncipe, tendo o Reino Unido e a África do Sul como países observadores.

O objetivo, segundo o ministro da Ciência, é “perceber como é que as novas tecnologias espaciais e o conhecimento já muito existente em tecnologias oceânicas podem contribuir para a análise, a prospeção e a criação de emprego, no contexto de grandes alterações climática”.

“A agenda do Air Centre é perfeitamente centrada no contexto europeu, naquilo que foi a chamada declaração de Belém, e vem impor a todos nós, cidadãos europeus, a necessidade de contribuir para uma agenda de maior sustentabilidade das nossas sociedades”, salientou, destacando ainda a importância da relação com África, no contexto transatlântico.

O diretor do Air Centre, o espanhol José Joaquín Brito, da Plataforma Oceânica das Canárias, tomou hoje posse, numa assembleia-geral, realizada na Casa da Roda, na Rua Gervásio Lima, sede provisória do centro, cedida pelo município da Praia da Vitória.

A sede definitiva do centro ainda não está escolhida, mas está a ser analisada a possibilidade de serem utilizadas infraestruturas deixadas livres pela Força Aérea norte-americana, no âmbito da redução militar na base das Lajes.

Para o ministro da Ciência a instalação da sede do Air Centre na ilha Terceira “simbolicamente é muito importante”, mas mais importante é “transformar o simbolismo em realidade e que essa realidade se transforme também na criação de emprego e na atração das futuras gerações”.

Já o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, considerou que anúncio da fixação de mais seis investigadores no concelho, financiados pela Fundação da Ciência e Tecnologia, é um “passo importante” para a criação do Air Centre.

“A Praia da Vitória orgulha-se de receber a sede do Air Centre e a partir da Praia da Vitória projetar a investigação e a ciência, um pouco por toda a região, e uma vez mais a Praia da Vitória marcar a sua posição, num processo de desenvolvimento para todo o país”, frisou.

Tibério Dinis disse esperar um reforço do número de postos de trabalho criados com este projeto no futuro, salientando que envolve parceiros internacionais e diplomacia científica.

“Quando o Terceira Tech Island se iniciou e saiu a primeira turma de 20 programadores em código, havia também um conjunto de dúvidas e reticências. Hoje já são 60 que têm o seu emprego na Praia da Vitória e cerca de seis empresas que estão fixadas na Praia da Vitória”, apontou.

Lusa/+central

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