Afastamento da política e da atividade parlamentar preocupa Ana Luís

Ana LuísA presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores está preocupada com o “crescente afastamento e indiferença” para com a temática política e parlamentar, demonstrada pelo povo açoriano.

“Se é certo que as tecnologias de informação e os novos meios de comunicação podem e devem estar ao serviço da democracia, para diminuírem esse distanciamento, a verdade é que esta responsabilidade não é exclusiva dos que exercem funções públicas”, afirmou Ana Luís, na tomada de posse do XII Governo dos Açores, liderado por Vasco Cordeiro, acrescentando que deve haver de todas as áreas da sociedade “um compromisso firme no combate ao desinteresse e em fazer a pedagogia da autonomia”.

Sem nunca se referir à abstenção recorde nas eleições legislativas regionais de 16 de outubro neste tipo de sufrágio, a presidente do parlamento dos Açores considerou que “está em causa um dos pilares da democracia e o seu fortalecimento” deve ser um desiderato.

“Para o efeito, devemos continuar a trabalhar para construir pontes entre eleitos e eleitores, para darmos a conhecer o nosso trabalho, muito maior e mais profundo que aquele que muitas vezes passa para a opinião pública e publicada, para promovermos uma verdadeira política de abertura, para termos um parlamento efetivamente próximo dos açorianos”, adiantou.

Ana Luís prometeu “lealdade institucional e uma estreita cooperação” ao presidente do novo governo regional, salientando que terá, nesta assembleia, “toda a colaboração necessária para que possa responder às aspirações dos açorianos”.

A parlamentar disse ainda estar certa de que, apesar das “diferentes visões e opiniões políticas naturais e ideológicas”, todos saberão criar condições para superar “os desafios dos novos tempos e de uma sociedade cada vez mais globalizada”.

Aos deputados e membros do executivo, a presidente do parlamento referiu que a génese do seu trabalho “é o sentido de missão e responsabilidade perante” os eleitores.

“Hoje o que nos é exigido é um grande sentido de humanismo, de dedicação e verticalidade. O mandato que nos foi conferido deve ser, desta forma, encarado numa perspetiva de trabalho e dedicação à causa pública”, acrescentou a presidente da Assembleia Legislativa dos Açores.

 

 

 

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