Açores com mais de 19 mil novos casos de cancro entre 1997 e 2016

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Mais de 19 mil novos casos de cancro foram registados nos Açores entre 1997 e 2016, dos quais 59% nos homens e 41% nas mulheres, e centrados sobretudo no pulmão, mama, cólon retal e próstata, segundo uma publicação hoje apresentada.

De acordo com a publicação “20 Anos de Registo Oncológico nos Açores”, apresentada esta manhã no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, entre 1997 e 2016 foram registados um total de 19.230 novos casos de cancro nos Açores, dos quais 11.367 nos homens e 7.863 nas mulheres, dando origem a uma média de 962 novos casos por ano.

Segundo a publicação, da responsabilidade da secretaria regional da Saúde, os cancros mais frequentes nos homens foram os da próstata, o do pulmão, cólon e reto, estômago e bexiga.

Nas mulheres, os cancros mais frequentes foram os da mama, cólon e reto, colo do útero, estômago e tiroide.

O grupo etário dos 50 aos 69 anos foi o que registou o maior número de novos casos nos homens, enquanto nas mulheres foi as com mais de 70 anos.

O secretário regional da Saúde destacou a importância da compilação hoje apresentada, por ser “uma primeira fase do estudo que vai aferir as causas de cancro no arquipélago e que está a ser finalizada com a colaboração da Universidade de Coimbra e a dos Açores”, prevendo-se que esteja concluída ainda este ano.

“Além de todo este trabalho que serviu de base a esta publicação, é também uma base de dados enorme que está a ser trabalhada no sentido de percebermos a incidência de cancro na região”, explicou Rui Luís, adiantando que será feito um inquérito com base numa amostra à população para se apurar de forma mais rigorosa a questão das causas de cancro nos Açores.

Em declarações aos jornalistas, o governante disse ainda que este estudo vai ajudar à definição de políticas públicas de saúde e “reforçar ao nível da prevenção primária”, destacando a importância dos rastreios nos Açores, que têm “sido fundamentais até para se descobrir precocemente alguns dos cancros que existem na região”, a par do papel das unidades de saúde dos hospitais e profissionais.

O coordenador científico do registo oncológico nos Açores, Vítor Rodrigues, sublinhou igualmente que se trata de um estudo “extremamente importante”.

“É a base. A partir daqui podemos tentar ilações que nos vão levar para outro tipo de estudos”, frisou o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, advertindo para a necessidade de minorar os fatores de risco, como os consumos exagerados de bebidas alcoólicas e o tabaco.

O presidente do conselho de administração do Centro de Oncologia dos Açores, Raul Rego, evidenciou que, ao longo de 2018, foi possível adiantar cinco anos de registo oncológico nos Açores.

“Há um ano, tínhamos um registo oncológico aferido a dezembro de 2011. Em março de 2018 conseguimos avançar três anos e agora no final do ano tivemos mais dois anos”, disse, descrevendo o registo como “rigoroso e exaustivo”.

Lusa/+central

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