7 anos depois, ministra garante “celeridade” na instalação de radares meteorológicos

Sete anos depois de aprovado na Assembleia da República, foi hoje dado o primeiro passo na instalação dos radares meteorológicos na Região Autónoma dos Açores.

Na cerimónia de assinatura de dois protocolos, o primeiro entre o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Comando da Força Aérea Americana (para transferência de propriedade das infraestruturas existentes em Santa Bárbara) e o segundo entre o IPMA e o Governo Regional dos Açores para a cedência do terreno onde está instalada a torre do radar, a ministra do Mar garantiu celeridade na instalação do radar meteorológico na ilha Terceira, um investimento de 1,4 milhões de euros, a que se seguirão os radares em São Miguel e nas Flores.

“Este será um processo que a área governativa do Mar, através do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, quer célere, que dentro das condicionantes que têm os concursos públicos tem que ser desde já célere e feito o mais depressa possível, até porque está assegurado o seu financiamento com fundos europeus”, afirmou Ana Paula Vitorino.

A governante salientou que os acordos firmados “muito representam para a segurança do país”, com os quais pretende-se “assegurar e reforçar a vigilância das condições meteorológicas e a salvaguarda de pessoas e bens, matérias que têm constituído uma das prioridades” dos executivos nacional e regional.

Além deste radar, a ministra assegurou que o Governo vai continuar a implementar a rede destas estruturas no arquipélago em colaboração com o executivo regional e concluir, “logo que possível, o planeamento do novo radar de São Miguel”, estendendo ao grupo oriental “o mesmo nível de observação” na Terceira, no grupo central.

O último elemento desta rede nos Açores é o radar nas Flores, no grupo ocidental, “de forma a ser completado um plano fixado há muito, mas que só agora encontra real concretização”.

Já Vasco Cordeiro considerou a presença da ministra como um “comprometimento do Governo da República em que este processo, tendo em conta a sua relevância para a vida dos açorianos, avance rápido e avance bem”.

“Sei que esta relevância – que todos nós temos consciência que evoluiu para um patamar de verdadeira e efetiva urgência a partir do momento em que pela Força Aérea dos EUA foi desativado o único radar que servia o arquipélago – é perfeitamente assumida pelo Governo da República”, adiantou.

Para o presidente do Governo dos Açores, “a importância deste processo tem a ver em grande medida com “a segurança dos açorianos e com a previsão atempada e o desencadear de medidas necessárias à sua proteção e dos seus bens”, mas também com outras atividades, como a navegação aérea.

A este propósito, referiu que o arquipélago está “sujeito a condições meteorológicas adversas e a fenómenos climatéricos que são cada vez mais extremos e frequentes”, pelo que nos Açores, “por ventura tanto ou mais que noutras partes do país, devido aos constrangimentos geográficos”, o detalhe com que se possam fazer as previsões meteorológicas quando estão em causa fenómenos mais graves “não é um capricho de uma região ou uma matéria sequer que deva ser de querela política”, mas “um imperativo de um Estado que se quer responsável e previdente”.

Manifestando “muita satisfação” com o início deste processo, “apesar de tardio e que atravessou vários governos”, Vasco Cordeiro apelou para que “o processo de concurso público que se seguirá seja o mais rápido possível” e pediu também celeridade para a instalação dos outros dois radares.

“Só assim com a conclusão integral destes investimentos, que não ignoramos serem avultados, se poderá afirmar que os Açores estarão em condições de igualdade com o restante país neste domínio e que os açorianos gozam do mesmo grau de atenção e apoio do Estado do que os restantes concidadãos”, salientou.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

Lusa/+central

 

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