2018 — Agenda para os Açores

Opinião de António Ventura

Iniciamos um novo ano, mas os problemas dos Açorianos, infelizmente, transitaram de ano sem solução. Problemas que dizem respeito ao Governo Regional e ao Governo da República.

No âmbito das minhas funções na Assembleia da República, comprometo-me a continuar a insistir nas várias temáticas que são essenciais ao desenvolvimento dos Açores e, algumas, com grande preocupação na saúde humana e no ambiente, como é o caso da grave contaminação dos solos e aquíferos na Praia da Vitória.

Problemáticas como a indefinição da Base das Lajes, a contaminação dos solos e aquíferos que precisa de uma resposta abrangente e responsável, o Plano de Revitalização Económico da Ilha Terceira (PREIT) que não sai do papel, a necessidade da existência dos radares meteorológicos, reativar o da Serra de Santa Bárbara e a construção de um em São Miguel, o Programa POSEI e a crise na agricultura, as dificuldades nas pescas, a valorização do Porto da Praia da Vitória, os vários acordos globais da União Europeia e os seus impactos nos Açores, como o MERCOSUL, o reconhecimento da posição geoestratégica e geopolítica da Região, a construção da Cadeia de Ponta Delgada, as negociações da nova Política Agrícola Comum (PAC), os CTT, as ligações da TAP e o apoio à mobilidade que precisa de simplicidade, a falta de agentes da PSP e as suas reivindicações salariais, a deterioração do património da República e os serviços públicos nos Açores, as questões jurídicas sobre o fundo do mar, a imprescindível atenção política ao progresso da nossa Autonomia, a Universidade dos Açores, o Poder Local e a Lei das Finanças Locais, o aprofundamento do conceito de Região Ultraperiférica, entre outros temas continuarão a merecer da minha parte todo o empenho, acompanhamento e persistência política no Parlamento Nacional.

Estes problemas são reais e não vale a pena escondê-los, como alguns responsáveis políticos do PS nos Açores tentam fazer, passando a perceção que está tudo bem e que muito já foi realizado. Com esta postura estão a prestar um mau serviço aos Açorianos e à democracia. O primeiro passo para solucionar um problema é reconhecê-lo e não fazer de conta que se está a resolvê-lo ou que já está resolvido.

Na verdade, nestes dois anos de governação da “coligação de esquerda” temos assistido a muitos anúncios e muito pouca concretização. São mais as palavras do que a materialização das mesmas.

Recordo, por exemplo, o PREIT, a descontaminação, os radares ou a Cadeia de Ponta Delgada, que até foram alvo de muita propaganda, inclusive pelo Primeiro-Ministro quando se deslocou à Região, assinando um memorando conjunto, mas em termos práticos está tudo na mesma.

Espero, também, que o Governo Regional não se remeta ao tradicional silêncio, para proteger o PS. Esta cumplicidade política prejudica os Açorianos e em nada contribui para um bom exemplo de governação.

Estarei na Assembleia da República para fazer recordar todos os dias que os Açores são igualmente uma parte de Portugal.

Podem contar comigo para mais um ano de trabalho.

 

Link permanente para este artigo: http://maiscentral.com.pt/2018-agenda-para-os-acores/

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.