17% dos beneficiários do RSI residem em Angra do Heroísmo e Praia da Vitória

Segundo o diagnóstico que serviu de base à elaboração da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social 2018-2028, 17% dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) residem nos concelhos de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória.

O documento, que reúne dados que ajudam a perceber a dimensão do problema da pobreza na Região, entre os quais os dados sobre o RSI, conclui que 7% dos açorianos recebem RSI.

Refere o jornal Açoriano Oriental que, considerando apenas o total de beneficiários (dados de abril de 2017), são os concelhos de Ponta Delgada (32%) e Ribeira Grande (28%) que concentram 60% do total de beneficiários da Região, seguindo-se os concelhos de Angra do Heroísmo (10%), Lagoa (8%) e Praia da Vitória (7%).

Numa análise por concelhos, concluiu-se por outro lado que são os concelhos da Ribeira Grande (16%) e da Lagoa (10%) onde há a maior proporção de beneficiários do RSI face à população residente. Enquanto nos concelhos das ilhas do Pico, Faial, Flores e Corvo regista-se o mais baixo peso dos beneficiários do RSI face à população, com valores abaixo da média nacional (2%).

Um dos aspetos que os autores do diagnóstico destacam é o facto de, nos Açores, a prestação média por indivíduo ser a mais baixa do país, enquanto a prestação por agregado é a mais elevada a nível nacional, a par, de nos Açores existir ainda um grande número de beneficiários com rendimentos.

Perante estas especificidades da Região, os autores consideram que esta realidade resulta da dimensão das famílias ser maior que a média nacional e ainda do problema da pobreza estar, tradicionalmente, mais associado à qualidade do emprego do que ao desemprego.

Além do RSI, o diagnóstico recorre a outros dois indicadores para mostrar que dimensão tem a pobreza nos Açores: a taxa de risco de pobreza e o índice de Gini. Com a ressalva de serem dados já com alguns anos, os autores do documento que serviu de base à proposta de estratégia de combate à pobreza, referem que, entre 2005 e 2009, a tendência foi de descida da taxa de risco de pobreza, mas em 2014 inverteu-se a tendência. Nesse ano, os Açores apresentavam a taxa mais elevada do país (28,3%), e cerca de nove pontos percentuais acima da média nacional.

Em 2014, os Açores eram também a segunda região do país com a maior desigualdade de distribuição de rendimentos (índice de Gini), tendo-se verificado precisamente nesse ano uma inversão da tendência de descida que se havia verificado entre 2005 e 2009.

 

 

 

 

Foto: Direitos Reservados

AO Online/+central

 

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